Trabalhador da Celpa ficou pendurado por vários minutos no local. Indignação de paraenses contra a tirania da Celpa fica cada vez mais evidente em casos de revolta por todo o estado

Você vai rir, chorar, se revoltar ou lamentar o fato de que milhares de consumidores em todo o Pará já não aguentam mais a tirania da Rede Celpa? Na tarde desta segunda-feira (29), em Barcarena, um trabalhador da concessionária de energia subiu em um poste para cumprir o que lhe fora ordenado: cortar a energia de um cidadão.

Uma vez em cima do poste, o trabalhador se viu enrascado: o cidadão saiu de sua casa revoltado e retirou a escada para que ele não conseguisse descer. O caso aconteceu por volta das 15h.

Segundo o consumidor, o corte não poderia acontecer, pois a fatura de sua casa estava regularizada. Após vários minutos de discussão, o consumidor deixou a escada no chão e o outro funcionário da Celpa presente no local pôde socorrer o companheiro.

Um Boletim de Ocorrência foi registrado pelo funcionário da Celpa.

Vingança ou trollagem?

O caso em Barcarena não é o primeiro e nem será o último a acontecer. Nos últimos dias, um carro da Celpa foi jogado em um rio, bem como o presidente da Câmara Municipal de Tucumã impediu uma ação irregular da empresa na cidade.

Cada um destes casos indica que os consumidores paraenses já não suportam a forma que a empresa trabalha no estado. As cobranças são abusivas, os serviços ruins e as respostas escassas.

A Celpa, por sinal, é campeã de reclamações no Procon do Pará, só em 2018, 17 mil reclamações foram registradas. No entanto, pouca coisa é feita: os preços altos seguem e a perseguição aos consumidores continua.

Deputados impedem CPI na empresa

Deputados da base do governo paraense barraram na última semana uma investigação contra a Celpa. O líder do MDB na Câmara, deputado Martinho Carmona, explicou que o governo do estado não tem interesse em investigar a empresa, visto que, segundo ele, a concessionária “paga R$ 260 milhões mensais aos cofres estaduais sem atrasar um único centavo.”

Somente 13 deputados assinaram o pedido de CPI, quando pelo menos 15 assinaturas eram necessárias.

Sem o executivo estadual ao lado do povo e com o legislativo tão distante dos anseios populares, qual será o limite da Celpa? A empresa segue fornecendo uma das energias mais caras do Brasil e não mostra nenhum sinal de que fará diferente nos próximos anos.

Ao povo, resta a revolta, que, pelo jeito, vai continuar.

(Informações e foto: blog do Thiago Araújo)

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