A Polícia Judiciária do município de Parauapebas tem mais um crime bárbaro para desvendar. Desta feita, a vítima foi o jovem Ygor Silva Galvão, de 20 anos de idade, que estava desaparecido desde a tarde de domingo (11), quando foi visto pela última vez em um bar, no bairro Cidade Nova.

Na tarde desta terça-feira (13), a Polícia Militar, e conseguintemente a Civil junto com o IML, foram acionados com a notícia do achado de um corpo boiando em um igarapé na divisa do Residencial Vale do Sol e Tropical I. O cadáver foi visto por populares que passavam na ponte sendo levado pela correnteza logo após as chuvas. Em seguida, o Centro de Controle Operacional (CCO), recebeu a informações do achado do corpo boiando nas águas do igarapé, porém sem a cabeça.

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Informações que estão sendo apuradas pela polícia dão conta que Ygor, que residia no bairro Liberdade tinha uma namorada no bairro Novo Horizonte, e teria saído de casa em uma bicicleta emprestada para tentar reatar com a moça. Eles haviam terminado o namoro há cerca de duas semanas, mas Ygor a procurou no domingo para tentar reatar o namoro.

Para a polícia a jovem de nome não revelado informou que Ygor esteve em sua casa no bairro Novo Horizonte por volta das 23 horas daquele domingo. No entanto, ela estava dormindo e eles não teriam se falado. A vítima foi assassinada a golpes de arma branca e ainda teve a cabeça deceparada do corpo.

Depois de muita espera pelo Corpo de Bombeiros para resgatar o corpo das águas do igarapé, a própria família usando cordas resgatou o corpo que estava no meio do igarapé encalhado em uma moita de capim. O não aparecimento do resgate do Corpo de Bombeiros ao local foi justificado com a informação de que devido a várias ocorrências em consequência da forte chuvas que caíram na região, o órgão estava sem efetivo para atender ocorrência.

Retirado das águas por um membro da família e entregue à polícia, o corpo de Ygor Silva foi removido e conduzido pelos técnicos de remoção do Instituto Médico Legal (IML) para o Centro de Perícias Científica Renato Chaves para ser submetido a exames de necropsia.

A vítima trabalhava como fiscal em uma terceirizada da mineradora. Até o presente momento, a polícia não tem informações do paradeiro e nem tão pouco da identificação dos criminosos, ao que se observou pelos modos operantes que Ygor Galvão foi assassinado. A hipótese é de que ele pode ter sido vítima de facção criminosa. A polícia investiga se a ex-namorada dele tem envolvimento com facção e se por isso causou a morte do mesmo.

(Neide Folha)

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