Por volta das 11h da manhã desta quarta-feira (27), se apresentou a Polícia Cívil de Parauapebas, acompanhado de seu advogado o motorista de identificado apenas como Rubens.

Ele vinha sendo procurado pela polícia acusado de ser o autor da morte por atropelamento da garotinha de 3 anos de idade, Isabelle Sofia Moura dos Santos, atingida em cheio por veículo Fiat Strada, cor prata, placa HUQ-8736, Parauapebas-PA, na noite de sábado (23).

De acordo com Ismael de Moura Silva, de 28 anos de idade, pai de Isabelle Sofia, ela era filha única.

O acidente aconteceu por volta das 20h na rua Novo Paraíso, bairro Betânia, quando ele, sua esposa Patrícia dos Santos Silva, de 35, e Isabelle se encontravam na porta de casa, momento em que foram surpreendidos pelo veículo em alta velocidade que subindo a calcada da residência de número 495, atingiu o casal e matou a criança que na hora estava no colo de seu pai.

Após ser ouvido em depoimento pela delegada Yanna Azevedo, presidente do inquérito policial, a reportagem conversou com Josemias Portella, advogado do acusado, que o defendeu dizendo que na hora do acidente o mesmo não estava no bar bebendo e nem tão pouco alcoolizado, pois teria ido ao local para buscar a esposa dele que estava em uma casa nos fundos do Bar.

Perguntado por que não teria prestado socorro as vítimas, ele alegou que temeu por sua vida. Indagado por que só agora ele estava sendo apresentado a polícia o advogado respondeu que seria por precaução por que ele soube que a família estava procurando ele. “Ele tinha ido no local buscar a esposa dele na casa de uma mulher por trás do bar. Ele não estava bebendo e como o caso ocorreu de sábado para domingo o mesmo achou por bem em sair do flagrante”, relatou o advogado, acrescentando que tudo foi explicado para a delegada e que ela entendeu.

Agora o inquérito será encaminhado para justiça e o mesmo irá aguardar. Após ter sido ouvido em depoimento, o acusado foi liberado. A reportagem tentou apurar mais informações junto à delegada Yanna Azevedo, porém ela disse que não iria falar sobre o caso e que iria ouvir outras pessoas para apurar melhor o ocorrido.

(Caetano Silva)

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