Comerciantes de Canaã dos Carajás se reuniram com vereadores nesta quinta-feira (14) e pediram apoio da Casa de Leis contra o decreto que determina o fechamento de estabelecimentos não essenciais até o próximo dia 21 de maio

O comerciante em Canaã dos Carajás não anda nada satisfeito com a administração municipal. Isso ficou claro na manhã desta quinta-feira (14), quando os empresários se reuniram com vereadores na Câmara Municipal. Em pauta, o decreto 1144/2020, que determina o fechamento de todo o comércio não essencial na cidade até o próximo dia 21 de maio. Os empreendedores reclamam da determinação do executivo, pedem flexibilização das medidas e solicitam apoio dos parlamentares nesta luta. Segundo eles, o decreto vai prejudicar ainda mais o empresariado, que já tem sofrido muito com os problemas econômicos advindos da pandemia.

Segundo os comerciantes presentes na reunião, o decreto fecha apenas estabelecimentos que não aglomeram pessoas, o que é, de acordo com eles, um erro do prefeito Jeová Andrade. Os empresários afirmam que a medida não vai resolver os problemas do município, mas prejudica e muito a classe empreendedora.

O presidente da Câmara Municipal, vereador Wilson Leite, fez o uso da palavra e abriu o verbo contra a administração municipal. “O povo está precisando de remédios. A cloroquina, por exemplo, tem tido efeitos positivos em alguns pacientes, mas a gestão não tem liberado o medicamento para as pessoas. O povo precisa é de remédios e não de comércio fechado.”

A vereadora Maria Pereira também se posicionou favorável à classe. “O prefeito deveria ter sentado com as categorias e ter fechado apenas onde tem aglomerações, mas ele não fez isso. Não estamos dizendo que ele deve ir contra as recomendações do Ministério Público, mas antes de decretar o fechamento de alguns estabelecimentos, o diálogo era necessário.”

Representante da prefeitura, o advogado Chaves afirmou que decreto não pode ser flexibilizado ou revogado, mas sugeriu que um Grupo de Trabalho seja criado para debater novas medidas de combate ao coronavírus. “Precisamos achar um meio termo para que os impactos não sejam tão grandes para algumas pessoas.”

O empresariado acatou a ideia e começará a se reunir ainda hoje (14) para discutir propostas e apresentá-las ao Ministério Público.

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