A Vale deseja retomar a liderança do mercado global de minério de ferro, perdida após o desastre de Brumadinho. A companhia apresentou, na última semana, metas de curto e médio prazo, com projeção de atingir 400 milhões de toneladas de capacidade da commodity ao final de 2022, superando suas principais rivais, as anglo-australianas Rio Tinto e BHP Billiton.

“Conseguiremos alcançar essa capacidade com tempo e flexibilidade”, afirmou Marcelo Spinelli, diretor executivo de minerais ferrosos e carvão da companhia, durante o Vale Day, evento anual com investidores.

De acordo com a mineradora, o caminho para atingir esse volume inclui algumas metas:

“Conseguiremos alcançar essa capacidade com tempo e flexibilidade”, afirmou Marcelo Spinelli, diretor executivo de minerais ferrosos e carvão da companhia, durante o Vale Day, evento anual com investidores.

De acordo com a mineradora, o caminho para atingir esse volume inclui algumas metas:

O mercado global de minério de ferro vive um momento de demanda aquecida, com a China acelerando o consumo. Neste ano, os preços tiveram uma alta de mais de 40% em relação a 2019, girando na casa dos 120 dólares.

Isso mostra que a competitividade da companhia no negócio é consideravalmente alta: sem compra de terceiros, o custo por tonelada produzida da Vale é de 13,6 dólares em 2020 e deve chegar a um intervalo de 10,5 a 12 dólares quando a capacidade estiver em 400 milhões de toneladas.

No entanto, a Vale continua com um problema antigo: a distância em relação ao maior mercado consumidor do mundo, a China. As rivais australianas estão bem mais próximas, o que demanda da mineradora brasileira um forte plano de logística.

“Vamos reduzir o uso de barragens e retomar a capacidade de 400 milhões de toneladas. Cedo ou tarde vamos chegar lá”, garantiu Spinelli.

(Revista Exame)

Publicidade