Reginaldo Carneiro dos Santos atropelou Lilian Mendes em alta velocidade no último domingo. O auxiliar de taxista não prestou socorro e a vítima morreu no local

O violento acidente que tirou a vida de Lilian Mendes no último domingo (16) em Parauapebas começa a ser solucionado. Por volta das 15h desta terça-feira (18), o motorista que atropelou a empresária se apresentou na 20ª Seccional Urbana de Polícia Civil. Ainda no domingo, a polícia encontrou o táxi responsável pelo acidente e identificou o seu proprietário. Este explicou que Reginaldo Carneiro dos Santos, de 46 anos, dirigia o veículo na hora do atropelamento.

Conforme explicação do proprietário, o homem não tinha concessão para dirigir o táxi e trabalhava como auxiliar na atividade. O homem chegou à Delegacia de Polícia acompanhado de um advogado e vários taxistas.

O delegado Felipe Oliveira falou sobre o caso. “Ele disse que recebeu um chamado para buscar alguns passageiros no shopping e que conduzia o veículo em uma velocidade média de 70 km/h. Ele afirmou também que não tinha ingerido bebida alcoólica. Ele não parou para prestar socorro, segundo ele, por medo de retaliações das pessoas que estavam no bar que a mulher frequentava na hora do ocorrido.”

O delegado explicou por qual crime Reginaldo responderá. “Em tese, será por homicídio culposo, agravado pelo fato de ele não ter parado para prestar socorro. Como ele se apresentou espontaneamente, não foi preso em flagrante e não tem antecedentes criminais, não preenche os requisitos da prisão preventiva e, por hora, não ficará preso, mas será indiciado e o processo será encaminhado para a justiça.”

O advogado do acusado, Pedro Jackson, falou sobre o depoimento prestado por Reginaldo. “Ele falou o que todos nós já sabemos: foi um acidente trágico, sabemos que é um momento de dor para a família e respeitamos o luto. Mas também não está sendo fácil para a gente. O senhor Reginaldo é um homem casado, profissional e, infelizmente, aquilo aconteceu. Ele explicou para todos que só a viu quando já estava em cima do capô; foi uma tragédia lamentável.”

Ainda segundo o advogado, o medo impediu o seu cliente de prestar socorro. “É compreensível o fato de ele não ter parado. Havia muitas pessoas bebendo naquele bar, poderiam se exaltar e ele nem estaria mais aqui para contar a história. O senhor Reginaldo entende que não estava em alta velocidade, até porque havia um quebra mola alguns metros atrás.”

Ainda de acordo com o jurista, Reginaldo é evangélico, não faz o consumo de bebidas alcoólicas e não estava ao celular no momento do acidente. “Meu cliente está à disposição da justiça, ele tem endereço fixo e vai responder pelo crime que está sendo acusado.” Questionado sobre as razões da demora para que Reginaldo se apresentasse, o advogado foi enfático. “A comoção foi grande e ele temeu por sua vida.”

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