Dados já mostram primeiros impactos da pandemia sobre o mercado de trabalho paraense

A taxa de desemprego no Pará alcançou 10,6% da população com idade de trabalhar no primeiro trimestre deste ano, revertendo o ritmo de queda observado no Estado nos últimos meses do ano passado. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgados na sexta-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O levantamento já reflete os primeiros impactos no mercado de trabalho do Estado em decorrência da pandemia do novo Coronavírus (Covid-19), que recebeu essa classificação da Organização Mundial de Saúde (OMS) na primeira quinzena do mês de março.

Em dezembro de 2019, a taxa de desocupação do Estado era de 9,2% da população, disparadamente, a menor margem de desemprego desde o início da última crise econômica que assolou o País nos últimos anos. Apesar da alta frente a nova recessão econômica que se aproxima, o índice de desemprego no Estado ainda está bem abaixo da margem anotada no primeiro trimestre de 2019: 11,2%.

Em números absolutos, o Pará atingiu 413 mil desempregados ao fim de março deste ano. O dado representa uma alta acentuada de 57 mil pessoas dentro da margem de desocupação em relação ao trimestre anterior, de 356 mil (+16,0%). Já na comparação com o 1º trimestre de 2019, a pesquisa aponta um decréscimo de 29 mil desempregados, ou seja, uma baixa de 6,5% em relação as 441 mil pessoas nesta situação.

Mesmo com a alta na proporção de desocupados, o Estado ainda desponta com uma das menores margens do País, devido ao bom desempenho da economia local nos últimos dois trimestres do ano passado. Apenas seis estados aparecem com médias mais baixas de população desocupada: Santa Catarina (5,7%), Mato Grosso do Sul (7,6%), Paraná (7,9%), Rio Grande do Sul (8,3%), Rondônia (8,4%) e Mato Grosso (8,5%). Já na outra ponta, as maiores taxas foram observadas na Bahia (18,7%), Amapá (17,2%), Alagoas e Roraima (16,5%).

No geral, a taxa de desocupação no primeiro trimestre aumentou em 12 estados e se manteve estável nos demais, na comparação com o quarto trimestre do ano passado. As maiores altas no desemprego foram no Maranhão (3,9 pontos percentuais), Alagoas (2,9 p.p), Rio Grande do Norte (2,7 p.p) e Bahia (2,3 p.p). O Pará anotou apenas o 10º maior acréscimo (1,5 p.p). Em 15 unidades da federação, o desemprego superou a média nacional, de 12,2%. O país tinha 12,9 milhões de pessoas sem trabalho no primeiro trimestre.

(Informações: IBGE e Liberal)

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