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A Justiça Federal condenou nesta quinta-feira (18) quatro homens que participaram, em agosto do ano passado, de uma tentativa de assalto à agência da Caixa Econômica Federal na Vila dos Cabanos, em Barcarena, município situado a cerca de 115 quilômetros de Belém. Um dos integrantes do grupo, formado por sete pessoas, morreu na troca de tiros com a polícia.


A sentença (veja a íntegra neste link) do juiz federal Rubens Rollo D’Oliveira, da 3ª Vara condenou Marcelo Victor Martins Cunha, Ricardo Júnior Profeta Margalho e Wallace Teles dos Santos a cumprirem, cada um, a pena de sete anos e quatro meses de prisão. Rian Pinheiro de Almeida foi condenado a cinco anos e 11 meses.

Acusado de comandar o assalto, Rildo Pinheiro da Conceição morreu no confronto com a polícia. Outros dois homens conseguiram fugir do cerco policial. Todos os réus ainda têm direito a recorrer da sentença ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região, em Brasília (DF).

Na denúncia, o Ministério Público Federal (MPF) narra que a ação criminosa ocorreu em 25 de agosto, por volta das 4h. O grupo estava munido de ferramentas e instrumentos necessários para arrombar o cofre-forte da Caixa e de lá retirar pelo menos R$ 1,5 milhão. Os réus, de acordo com a ação do MPF, foram convidados por Rildo da Conceição para participar do assalto.

Na distribuição de tarefas, coube a Marcelo Cunha e Ricardo Margalho conduzirem o veículo que seria utilizado para levar o material subtraído do cofre, possibilitando, de igual modo, a fuga dos criminosos. Rian Almeida seria encarregado de levar as ferramentas que possibilitariam a abertura do cofre. Wallace dos Santos ficou responsável pelo auxílio na fuga, uma vez efetuado o roubo. Os membros do grupo, no entanto, dispersaram-se quando viram um suposto agente de vigilância da CEF. Em seguida, foram flagrados por agentes da Polícia Civil, com quem houve troca de tiros, resultando na morte de Rildo.

Desqualificação – A defesa dos réus tentou desqualificar a natureza do crime de roubo impróprio (que não chegou a ser consumar, mas houve violência depois da chegada da polícia) para furto (quando não há violência), mas a tese não foi aceita pelo juiz. “A admissão da tese de desclassificação para o crime de furto importaria dizer que os réus compareceram à agência bancária, estando pelo menos um deles com uma arma, porém sem nenhuma intenção de utilizá-la”, fundamentou a sentença.

“Acaso verdadeiramente inexistente o propósito de efetuar disparos com a pistola, não haveria sentido em portá-la até o local do crime. Parece-me claro que tê-la à disposição do grupo criminoso era uma forma de praticar violência e/ou ameaçar qualquer um que se opusesse à empreitada delitiva, como de fato aconteceu, após a intervenção de policiais civis, com troca de tiros e morte”, afirmou o juiz Rubens Rollo.