Fechadas há mais de um mês, academias estão proibidas de funcionar por decreto estadual, mas proprietários garantem que há condições de ofertar o serviço sem oferecer riscos de contaminação aos seus usuários

O coronavírus é devastador para todo o Brasil sob muitos aspectos. Além de ser um grave problema de saúde pública, a covid-19 é trágica também do ponto de vista econômico. Um dos setores mais prejudicados pela crise pandêmica, as academias de Canaã dos Carajás pedem socorro.

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Fechados há mais de um mês por decreto estadual, os estabelecimentos estão perdendo clientes, que deixam de pagar as mensalidades por não estarem utilizando os serviços. Tudo isso gera um efeito negativo na economia e o empresariado tem pagado o preço por não poder trabalhar.

Um proprietário de academia procurou o site Fala Sério e relatou a situação que tem vivido. De acordo com ele, há cidades que já liberaram o funcionamento dos estabelecimentos e Canaã dos Carajás poderia fazer o mesmo, tendo em vista que atividades físicas são essenciais para a saúde das pessoas.

De acordo com o empresário, é possível abrir as portas, receber os clientes e garantir higienização do ambiente para evitar a transmissão da covid-19. “Podemos trabalhar com limitações e restrições. Temos vários projetos que podemos colocar em prática para evitar o problema da transmissão do vírus. Exemplo: máscaras e luvas para todos os alunos, limitação de espaço de uma máquina para outra, toalhas descartáveis para higienização das máquinas, pia na entrada da academia, entre outros. É possível trabalhar.”

Apesar do apelo empresarial, em Canaã dos Carajás, não há perspectivas de autorização para que as academias voltem a funcionar. A prefeitura já sinalizou que seguirá o decreto estadual na íntegra e o governo do Pará, aparentemente, não deve flexibilizar tão cedo as determinações.

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