A diretoria da Cooperativa de Mineradores do Alto Bonito (COOMAB), grupos de mineradores produtores de manganês, proprietários de terra do polígono Serra Sereno, o vice prefeito de Marabá, Toni Cunha, o prefeito de Eldorado de Carajás, Celio Boiadeiro, o presidente da Câmara Municipal de Curionópolis, vereador Aderbal, acompanhado dos vereadores Ítalo Duarte, Magno da Cooperalt, Wilson do Fórum, Junior da Mariona, presidente da comissão de mineração da CMC, foram recepcionados pelos representante da Vale, Dr Coral e o Dr Veloso. Na ocasião da visita, os representantes da mineradora receberam um documento elaborado pela equipe técnica da cooperativa.
O Dr Coral abriu a reunião explanando sobre as ações da empresa em relação a área de manganês de Serra Sereno. Segundo ele, a Vale, neste momento, está definindo o modelo a ser destinado ao direito de lavra daquela região. Poderosamente, ele pediu paciência a todos, se comprometeu que o documento será analisado e que haverá uma resposta em tempo breve, mas não determinou uma data exata. Apesar disso, garantiu que será analisado com muita responsabilidade pela a empresa.
Toni Cunha, vice prefeito de Marabá usou da palavra fazendo um esboço do panorama geral da situação reafirmando que não concorda com a extração ilegal, mas que considera justa a reivindicações dos mineradores e que estará apoiando a iniciativa dos mineradores na questão da legalização. Como opinião pessoal, Toni enfatizou, “não concordo que uma empresa tenha direito de lavra e não faça sua exploração, podendo gerar dividendos positivos como emprego e renda.”
O presidente da COOMAB esclareceu que há uma necessidade de celeridade na resposta, devido à expectativa de todas as sessentas famílias que aguardam ansiando trabalhar e produzir.
O colono Luciano Borges destacou que é impossível uma família viver em uma área mineralizada e não fazer uso destas riquezas para a subsistência de seus filhos. Parafraseando Américo de Sousa, o diretor de relações da COOMAB e minerador Valmir Macedo disse: “Que existe uma desgraça maior que morrer de sede no deserto, é a de morrer de fome na terra de Canaã.” Com essas palavras, Valmir Macedo concluiu que as famílias que dependem desta atividade não irão passar fome, aguardando o longo tempo de espera pela a definição da Vale.
Finalizando a reunião a proposta da COOMAB foi elogiada pelos os diretores da Vale por estar embasada de informações técnicas, bem fundamentada e sucinta.