Depois de ter as obras paralisadas por quase dois anos pela gestão anterior, a nova unidade penitenciária em Parauapebas, município do sudeste paraense, já está em pleno funcionamento. A cerimônia de inauguração foi realizada nesta terça feira (19), com a presença do governador Helder Barbalho, que entregou a terceira casa penal concluída somente este ano, totalizando 51 unidades em todo o Estado. A obra é um investimento superior a R$ 13 milhões, e foi financiada pelo Fundo Penitenciário Nacional (Funpen).

“É um compromisso de conclusão de obras e abertura de novos presídios. Isso representa um aumento de 25% no número de vagas no sistema carcerário paraense. Agora, temos um ambiente adequado que possa permitir que o custodiado, aqui dentro, cumpra plenamente a decisão da justiça e se ressocialize”, destacou o governador, ressaltando que a medida faz parte de uma nova política de redução da criminalidade.

“Temos uma pauta prioritária, que é a segurança. A população paraense tem direito de ter paz. Nestes dez meses de governo eu me orgulho muito porque conseguimos virar a página do abandono. De janeiro a julho deste ano perdemos 29 agentes de segurança, e a partir de julho, quando implementamos um novo protocolo dentro dos presídios, foi registrada a morte de apenas um policial. Os números demonstram que ordens saíam de dentro do presídios”, enfatizou o governador.

Controle e humanização – O novo presídio de Parauapebas tem capacidade para 306 internos (masculino), em cumprimento de pena em regime fechado. Segundo o diretor da unidade, Ringo Alex Frias, o espaço contempla todos os procedimentos de segurança e portarias estabelecidas pela nova gestão da Susipe, em consonância com o Depen.

“Isso oferece melhores condições de trabalho para os servidores, pois não haverá mais um contato tão próximo entre agente e interno. O presídio vem com várias inovações, como as guaritas com blindagem, sistema de trancas com controle feito por um piso acima das celas. Tem também as eclusas, que são portões que servem para compartimentar o pavilhão. Toda essa vigilância e controle poderão manter a ordem e disciplina, evitando assim os motins ou rebeliões”, explicou o diretor.

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