“Jornalismo é publicar o que alguém não quer que seja publicado; todo o resto é publicidade.”

A frase de George Orwell, jornalista e escritor, resume bem o papel da imprensa: jogar a luz naquilo que os poderosos querem deixar nas sombras. Prepotente, arrogante e, de fato, poderoso, o presidente do Brasil é o embaixador dos mais violentos ataques à imprensa do país. Desacreditando tudo o que é publicado, ignorando parte dos jornalistas, Bolsonaro tem muito o que deixar nas sombras e isso, talvez, explique o fato de a luz jogada nas trevas que pairam sobre o Planalto o incomodam tanto.

Em frase recente, o tresloucado presidente da república afirmou que “o dia em que os jornais publicarem a verdade, ele volta a dar entrevistas.” Mas a pergunta que paira no ar é: qual a verdade que Bolsonaro quer que seja publicada? Qual verdade o favorece? Os crimes envolvendo sua família, as interferências na PF, as crises políticas instauradas em seu governo são fatos, mas fatos que Bolsonaro quer deixar encobertos.

Bolsonaro não quer uma imprensa atuante; quer publicidade para o seu governo. Lutar contra uma imprensa livre é flertar com um golpe, sonhar com uma ditadura. Seria essa a tara secreta de Bolsonaro? Mais nu do que nunca, o presidente começa a mostrar a que veio – ataques de sua trupe a jornalistas são só o começo da ruína de um regime democrático.

O certo é que se a imprensa brasileira morrer, a democracia, que custou tempo, suor e sangue, morre junto – você está preocupado com isso?

No Dia da Imprensa, 01 de junho, a ameaça de um golpe precisa ser debatida.

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