Está consolidado o princípio da ruína do governo de Jair Messias Bolsonaro. Presidente eleito em 2018 com frases de efeito, antipetismo exacerbado e uma conveniente facada, Bolsonaro nunca foi conhecido pela inteligência e capacidade de mediar conflitos. Pelo contrário, O Messias parece ter um desejo incontrolável pela guerra, parece ter prazer em colecionar inimigos e o seu superego o impede de tomar decisões que coloquem o Brasil nos eixos.

O governo do presidente começou a ruir tempos atrás, quando o despreparo de Jair ficou evidente diante das crises. Alguém lembra do laranjal, do Queiroz, das denúncias de corrupção e apoio a milícias envolvendo sua família? Tudo isso tem contribuído para um desgaste da imagem do presidente. Aliados de outrora perceberam a tempestade que Messias estava criando e começaram a abandonar o barco aos poucos.

Na última semana, por discordar de Mandetta, ministro que cumpria recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) – comunistas (rs), o presidente o demitiu. Em meio à pior crise de saúde pública do século, o ego de Bolsonaro foi maior que o bom senso e o gestor da Saúde pagou o pato.

Hoje, 24 de abril, a superestrela da companhia, o ilibado Sérgio Moro, percebeu que o governo de Bolsonaro está fadado ao fracasso e abandonou o barco. O atrapalhado gestor ainda tentou reverter a decisão de seu ministro mais estimado, mas não teve conversa. Moro, como mesmo disse aos generais governistas, “não rasgou sua biografia para ficar ministro”.

Outrora herói da extrema-direita, como ficará a imagem de Sérgio Moro a partir de agora? Para o gado que acompanha Bolsonaro em qualquer burrice que ele faça, todos os que discordam das decisões do presidente se tornam inimigos. Foi assim com Bebianno, com Frota (rs), com Joice, com Mandetta e com outros. A estratégia de governança do presidente é bem clara: aos inimigos, nem água. E todos que não se submetem ao seu superego são inimigos.

Há quem diga que Moro é maior que Bolsonaro. É possível que seja. É possível que o presidente comece a perder apoio de aliados importantes. Vai ser nesta hora que os robôs serão fundamentais para tentar reverter a lógica; e, de certo, serão utilizados como nunca. O gado, no entanto, precisa saber que atacar Moro para fortalecer Bolsonaro pode ser um tiro pela culatra.

Sim, o ex-juiz federal, agora fora do governo, é o maior adversário político de Bozo nas eleições de 2022.

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