Para a polícia, ainda é mistério o assassinato do casal de agricultores ocorrido no início da noite de terça-feira (11), na zona rural de Curionópolis. Os corpos foram encontrados na manhã seguinte pelo caseiro dentro do quarto. O homem estava amarrado com as mãos para trás e a mulher com um travesseiro na cabeça, provavelmente usado pelos assassinos para silenciar a arma usada nas duas execuções.

Ao chegar na sede da propriedade, o caseiro, que todo dia tomava café com as vítimas, desconfiado da ausência dos dois, resolveu entrar na casa momento em que se deparou com os corpos. Arlindo Setubal dos Santos, de 56 anos de idade, e Francisca Lucirene Alves do Nascimento, de 65, foram executados a queima roupa, várias cápsulas da arma foram encontradas no interior do quarto. 

O crime aconteceu no PA- Barra do Cedro, já no município de Curionópolis, porém por ser mais próximo de Parauapebas o inquérito foi iniciado pela polícia civil da Capital do Minério, mas logo em seguida será encaminhado para a jurisdição de Curionópolis.

A motivação do crime ainda é um mistério para a polícia. Como supostamente nada do imóvel e nem do casal foram levados, a polícia descartou a hipótese de latrocínio – roubo com resultado de morte.

Segundo informações repassadas pelos filhos do casal e demais parentes, Arlindo e Lucirene tinham a propriedade havia cerca de 22 anos e devido a pandemia do coronavirus resolveram ir morar no terras.

Ainda de acordo com informações de amigos e irmãos do casal, os mesmos não tinham inimigos aparentes e que a único desentendimento que eles tiveram conhecimento teria sido com um vizinho de terras que cuidava do gado do casal, cujo nome não foi revelado, que teria sido o responsável pelo desaparecimento de varias cabeças de gado. Dias antes esse vizinho vinha sendo cobrado  por Francisca e Lucirene para que desse conta do gado.

Mediante às informações, o delegado Élcio de Deus deteve o até então suspeito e apreendeu uma espingarda na casa do mesmo. Após ter sido ouvido em depoimento na delegacia de Parauapebas, o mesmo foi autuado por posse ilegal de arma de fogo e liberado após pagamento de fiança.

O delegado Élcio Fidélis de Deus, que está à frente do caso, solicitou a presença de um perito do IML de Marabá para fazer minucioso levantamento do local do crime. Somente por volta das 18h30, após todo o levantamento de local de crime realizado por uma perita do Renato Chaves de Marabá os corpos foram removidos para serem submetidos a exames de necropsia no IML de Parauapebas.

Segundo informações a região onde o casal residia é uma área de garimpo e vinha sendo usada para a exploração ilegal de minério, o que também levantou a hipótese de que os assassinos levado dinheiro ou ouro. Todas as hipóteses estão sendo levantadas pela polícia.

(Neide Folha)

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