Um homem foi morto a pauladas na tarde na comunidade Terra Rocha, zona rural de Marabá, na tarde deste domingo (20). Otávio, mais conhecido como Grilo, era trabalhador braçal e estava aproveitando o dia de folga para beber com alguns conhecidos em um bar.

Segundo informações, Grilo tinha uma pequena reixa com um morador da região, conhecido pelo nome de Rodrigo, mas que, na verdade, se chamava Carlos Eduardo, filho do proprietário do bar. “Sempre que bebiam, os dois se estranhavam” explicou um companheiro de trabalho de Grilo, Wesley Santos, que tomava conta do bar no momento da discussão.

Wesley explicou que logo após o almoço deitou para descansar e Carlos Eduardo aproveitou o momento para encurralar Grilo. “Ele trancou a porta da casa e ficou na área do bar sozinho com a vítima. Eu dormi e acordei com a discussão dos dois.”

Grilo, então, tentou abrir a porta para deixar o local, mas foi impedido pelo desafeto. Instantes depois, a vítima passou a ser agredida com pedaços de madeira. Wesley disse que se assustou com o que estava acontecendo e deixou o bar. “Fui me esconder na casa de um vizinho, pois não sabia o que ele podia tentar fazer. Alguns minutos depois ele chegou onde eu estava com um facão e disse que iria me matar. Continuei escondido e só voltei ao bar depois que a Polícia Militar chegou lá.”

No bar, a PM encontrou um rastro de sangue dando a entender que Carlos Eduardo arrastou o corpo para fora do bar e pensou em ocultar o crime. O acusado desapareceu do local e até o momento não há informações do seu paradeiro.

O corpo da vítima foi encaminhado ao Centro de Perícias Científicas Renato Chaves em Parauapebas onde passou por necropsia. Até o momento, nenhum familiar da vítima apareceu no local para reconhecer o corpo. Caso ninguém reconheça o corpo no prazo de 30 dias, a vítima será enterrado como indigente.

(Informações de Caetano Silva)

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