Aparentemente sem apoio no congresso, governo Bolsonaro ainda espera que parlamentares aprovem crédito extra para o pagamento de benefícios

Responsável por injetar mais de R$ 5 bilhões todos os meses na economia brasileira, o Bolsa-Família está ameaçado. Tudo por conta de um entrave no congresso brasileiro, visto que deputados resistem à aprovação de um crédito suplementar de R$ 248 bilhões solicitado pelo governo federal.

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O crédito foi solicitado pela equipe econômica de Bolsonaro para pagar, entre outras coisas, os benefícios sociais continuados. Sem a suplementação, há o sério risco do governo não conseguir pagar o benefício aos usuários. Segundo informações, o entrave no parlamento pode ser resultado de um relacionamento ruim do governo Bolsonaro com os congressistas.

O projeto foi enviado à Câmara ainda no mês de março e desde então segue parado na comissão de análise da proposta. O prazo para que os parlamentares apreciem o projeto vai até novembro, mas há pressa do governo na aprovação, visto que o pagamento dos benefícios pode ser suspenso já no segundo semestre.

O ministro da Fazenda, Paulo Guedes, fez um apelo à Câmara ainda nesta semana. Apesar dos deputados terem consciência da necessidade de aprovação da proposta, a fala de Guedes não convenceu e tudo pode ser fruto de uma articulação capenga do governo no congresso.

Guedes lembrou ainda que, sem a aprovação, alguns benefícios serão pagos só até junho e o Bolsa-Família até agosto.

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