Nos últimos dias tem circulado nas redes sociais em Canaã dos Carajás notícias sobre o projeto de lei 031/2018 que autoriza o executivo a adquirir imóvel onde funcionava um hotel, para que seja readequado e disponibilizado para utilização pela Câmara Municipal de Vereadores.


O projeto nasceu de uma iniciativa do presidente da Casa, Vereador Junior Garra, mas a aquisição do imóvel e toda a obra de adequação será feita pela Prefeitura Municipal, e foi aprovado na noite de 13 de novembro de 2018, por 8 votos a favor e 3 votos contra.

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Votaram contra os vereadores Wilson Leite, Maria Pereira e Vânia Mascarenhas.

A favor, Dionizio Coutinho, Baiano do Hospital, Anderson Mendes, Walter Diniz, João Nunes, João Batista, Elio do Lider e Junior Garra.

Não estavam presentes na sessão os vereadores Rael da Marcenaria e Gesiel Ribeiro.

O projeto em questão autoriza a aquisição de um imóvel no valor de R$ 2.932.745,57, sendo que ainda serão necessárias obras de pouco mais de R$1 milhão para a adequação do mesmo às necessidades do Legislativo Municipal.

A aquisição e adequação deste imóvel vem contrapor um projeto anterior, de autoria do esposo da vereadora Vânia Mascarenhas, ex-presidente da Câmara, Jean Carlos, para o qual seriam necessários R$ 9.291.259,62, em valores anteriores a 2016. Se recalculada, a planilha beira os 15 milhões de reais em valores atuais. Só com fundação e superestrutura os gastos superariam em muito três milhões e meio de reais.

Junior Garra esclareceu que “este projeto faraônico pode ser muito bonito, mas está fora da realidade do nosso município, enquanto que a aquisição de um imóvel já pronto custaria menos de um terço do valor.”

Acrescentou que “o que votamos e aprovamos é uma opção viável e realista, que vai gerar benefícios para a comunidade como um todo e não apenas a um pequeno grupo de interessados. Além disso, o prédio antigo será devolvido ao executivo, que poderá usá-lo para instalar diversos órgãos que hoje geram despesas aos cofres públicos na forma de aluguel”, concluiu Junior Garra.
Foi apurado que no projeto original, a obra seria “tocada” pela Presidência da Câmara, e neste novo modelo, esta tarefa passou a ser do Executivo, portanto, não haverá gestão da verba por parte da Mesa Diretora da Câmara.

A reportagem falou com o presidente Junior Garra sobre o caso. Confira suas afirmações.

Sobre a necessidade de uma nova Câmara…
“É sabido e reconhecido por todos que o prédio atual da Câmara não atende mais de forma satisfatória os trabalhos do legislativo e uma nova sede é uma demanda de toda comunidade. Trata-se de um patrimônio público que abriga a Casa de Leis, preserva seu histórico e a memória do município.”

Sobra as críticas…
Críticas construtivas só engrandecem o trabalho e geram bons frutos, já aquelas feitas de forma leviana, com o intuito de diminuir o Legislativo municipal, em nada contribui.
Portanto, devemos prestar atenção naqueles que de forma tão veemente tentam ridicularizar o trabalho dos vereadores, e buscar saber suas reais intenções, o que realmente eles querem. Buscam o bem da cidade ou apenas tentam se promover para tentar uma candidatura nas próximas eleições?
Sobre o custo da obra…
É simples perceber a diferença entre o que queriam e o que propomos. De 15 milhões para 5 milhões é uma diferença muito grande.
A conclusão…
A pergunta que eu faço é simples: a quem interessa a NÃO AQUISIÇÃO do imóvel, e a defesa de uma obra faraônica, que na hipótese MAIS INOCENTE serviria apenas para em grandecer pessoalmente um ou outro?
Estão tentando colocar um nevoeiro no assunto, falando apenas da aquisição do prédio, quando na verdade o que aconteceu foi a tentativa de defesa de uma obra faraônica, um verdadeiro elefante branco que queriam construir dentro de um brejo, numa área alagada, que só de fundação ia gastar mais do que vai ser gasto com a compra do prédio do hotel.
Considerações finais…
Diminuir a importância do Legislativo é negar seu papel democrático na construção da sociedade. Os vereadores são representantes eleitos pela comunidade. São pessoas às quais foram delegados poderes de representatividade. Nenhum é proprietário ou “beneficiário” do imóvel onde funciona ou onde funcionará Câmara. São servidores públicos que lá desempenham suas funções por um prazo determinado. Tenho pautado minhas ações pela coerência, mas não nego que sou duro nas decisões, quando necessário. Durante minha vida pública tenho buscado a cada dia ser justo e perfeito nas ações, e será sempre assim meu posicionamento. Sei que nem sempre agrado, mas tenho a consciência tranquila de que faço o que posso para que nossa comunidade cresça e prospere, com qualidade e respeito.

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