Confira a análise de Lourivaldo Alves Batista

O Italiano Niccolò de Bernardo dei Machiavelle – Nicolau Maquiavel – (03/05/1469 – 21/06/1527), foi filósofo, historiador, poeta, diplomata e músico, entrou para a política aos 29 anos de idade no cargo de Secretário da Segunda Chancelaria, desenvolveu a seguinte frase, “O mundo da política não leva ao céu, mas sua ausência é o pior dos infernos”, assim o autor instrui que a política é a esfera do poder por excelência e o sujeito que não participar do mundo da política, pode estar delegando poder a alguém que não o representará a altura e conseguinte poderá ser comandado por um governante sem compromisso com seu ideal e/ou de sua comunidade.

Considerando que a política é a esfera do poder, a participação desse acervo torna fundamental na construção da cidadania plena e credencia o cidadão para o acompanhamento dos investimentos dentro das prioridades e necessidades da população. Para tanto, necessário se faz compreender os meandros políticos com a intenção de intervir e sugerir alteração em prováveis projetos que venha de encontro aos anseios do povo.

As consequências por não participar das decisões políticas de uma nação/estado, pode ser terrível para a população/comunidade a qual você está inserido, capaz de trazer resultados muitas vezes desagradável devido à falta de interesse e acompanhamento das ações desenvolvidas pelo governo, pois, os governantes poderão sentir-se soberanos em suas atitudes e decisões.

Estabelecer uma simetria com o momento vivido pelo mundo político brasileiro, percebe-se que as afirmações de Maquiavel são hodiernas e retratam bem o que ocorre atualmente com a nação brasileira, ocasionadas pelas várias formas de manobras empregadas pelo mundo político no sentido de confundir e dividir o sociedade, alienando-a em ideologias sem efetivamente trazer resultado para a nação. Segundo Maquiavel, confundir e dividir a sociedade são fatores sociais que alimentam a instabilidade, ou seja, dividir a sociedade em várias

forças opostas: as minorias étnicas, os sem tetos, os sem terras, opções sexuais, etc. ou melhor, a do povo, que não quer ser dominado e a da classe dominante que quer oprimir o povo e, essa desarticulação social favorece a durabilidade no poder.

Tudo isso, torna um problema político para o pais e carece ser, rapidamente, sanado. Deve-se encontrar mecanismos que imponham a estabilidade das relações, que sustentem uma determinada correlação de forças. Mas, no Brasil, essas soluções tem perdurado por muito tempo e a instabilidade tem gradativamente se acentuado.

Segundo Althusser, “nenhuma classe pode duravelmente deter o poder de Estado sem exercer simultaneamente a sua hegemonia sobre e nos Aparelhos Ideológicos do Estado” (ALTHUSSER, 1980, p. 49).

Em uma nação corrupta e ameaçada de deterioração, o governante deve ser um agente da transição, já uma nação equilibrada está preparada para uma República, regime que Maquiavel chama de liberdade. A política é o resultado de feixes e forças provenientes das ações concretas dos homens em sociedade. ALTHUSSER, Louis. Ideologia e aparelhos ideológicos do Estado. 3. ed. Lisboa: Presença, 1980.

Lourivaldo Alves Batista – Professor de Geografia – Graduado pela Universidade Federal do Pará – UFPA.. Pós graduado em Gestão Educacional pela Universidade Barão de Mauá – SP., Pós graduando em Sociologia pela UEPA e em Educação Profissional, Científica e Tecnológica pelo IFPA.

Publicidade