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O assalto à residência de um bombeiro militar na Folha 28, Núcleo Nova Marabá, terminou com a prisão de cinco indivíduos no início da tarde desta quarta-feira, 28 de abril. Entre eles, estava Lucas Dias Portela, o “Luquinhas”, de 23 anos, indiciado pelo duplo homicídio de um pai e um filho na cidade. 

Como noticiado por este Portal Debate Carajás em edição urgente logo após o assalto, o bando criminoso havia sido interceptado pela Polícia Militar na cabeceira da Ponte Rodoferroviária sobre o Rio Tocantins, a caminho do Núcleo São Félix, em um veículo Hyundai HB20 branco. 

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Junto com Luquinhas, estavam Jonaci Carvalho Feitosa, de 45 anos, Luiz Fernando Conceição Teixeira, de 23, Gabriel Santos de Oliveira, de 18, e Jacsiel Sousa de Moura, de 20. Todos foram autuados na 21ª Seccional Urbana de Polícia Civil por tentativa de roubo, porte de arma de fogo e associação criminosa, crimes cuja soma da pena de detenção chega a 23 anos – idade da maioria deles. 

Bandidos foram interceptados em HB20 branco pela Polícia Militar na cabeceira da Ponte Rodoferroviária do Rio Tocantins 

Lucas Dias Portela era procurado pela polícia desde março de 2020, quando ele foi indiciado pelo duplo homicídio do jovem Ailton Nascimento Lopes, de 23 anos, e do filho, Kauã Ribeiro Nascimento, de apenas um ano e sete meses, na Folha 25, Núcleo Nova Marabá. 

Na época, o caso gerou revolta na sociedade pela enorme repercussão da frieza de Luquinhas, o que levou o Disque-Denúncia Sudeste do Pará a elaborar um cartaz de “Procurado” a fim de localizá-lo. 

De acordo com a polícia, Luquinhas também seria suspeito da invasão a uma loja especializada em venda de armas e artigos para pesca e caça no município de Novo Progresso, sudoeste do Pará. Na ocasião, os ladrões abriram um buraco na parede da sala do cofre e furtaram de lá 54 armas, entre pistolas e revólveres. O crime foi registrado no início do último mês. 

Foram apreendidos em posse dos assaltantes uma pistola 380, com cinco munições, e dois revólveres calibre 38, com seis munições 

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Outros dois colegas de Luquinhas também possuem histórico na polícia. É o caso de Luiz Fernando Conceição Teixeira, que estava com tornozeleira eletrônica pelo crime de porte ilegal de arma de fogo, e de Gabriel Santos de Oliveira, que participou do assalto a um restaurante na Folha 27. 

O quinteto criminoso está agora à disposição do Poder Judiciário, devendo responder pela série de crimes praticados na forma da lei. No caso de Luquinhas, o cenário de defesa é um pouco mais complicado pela quantidade de elementos organizados pela polícia para subsidiar as ações penais.

( Por : Vinícius Soares/Debate Carajás) 

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